A Saladin Street Racers muda de marcha para proporcionar diversão para crianças, comunidade e desfiles clássicos.

Membros do grupo Saladin Street Racers posam em seus carros de corrida.
Se você já viu um desfile no oeste de Michigan e presenciou uma frota de carrinhos minúsculos com a marca Shriners passando em alta velocidade – motores roncando, crianças acenando, homens adultos sorrindo como se tivessem 10 anos de novo – você provavelmente já viu os Saladin Street Racers. Por trás desses motores roncando e acenos alegres, há uma história tecida com história, potência e muita paixão. No centro de tudo está Brian Carpenter, cuja paixão por carros e pela missão dos Shriners transformou uma frota esquecida em uma amada tradição da comunidade.
A história deles não é chamativa nem repleta de grandes revelações. Na verdade, quando Brian e um grupo de colegas Saladin Shriners compraram uma frota antiga de carros de desfile por volta de 2019, os veículos estavam acumulando poeira, sendo repassados de clubes Shrine de uma cidade de Michigan para outra até que o último zelador, já com mais de 80 anos, finalmente entregou as chaves. Era o meio da pandemia, e tudo estava confuso, incerto e meio que no ar.
Os Saladin Street Racers decolaram oficialmente no outono de 2021. Aqueles primeiros desfiles? Digamos que foram repletos de entusiasmo, mas com pouca confiabilidade mecânica. "Alguns carros quebraram; foi difícil", disse Brian. Mas a persistência... e muitos reparos no quintal – os mantiveram rodando. Quando o presidente original do clube se afastou, Brian assumiu o comando, determinado a fazer do grupo mais do que apenas uma curiosidade passando em um desfile.
Carros sempre foram a paixão de Brian. Ele cresceu mexendo em qualquer coisa com rodas – tratores, carrinhos de golfe, karts antigos – e os Street Racers lhe deram a desculpa perfeita para continuar fazendo isso. Mas é a resposta da comunidade que torna o trabalho gratificante. Em grandes eventos como o Festival das Tulipas em Holland, Michigan, onde os espectadores pagam por espaço na calçada e as arquibancadas se enchem por quilômetros, os Street Racers são recebidos com aplausos, vivas e o tipo de entusiasmo que não se pode fingir. As pessoas se levantam e aplaudem, e as crianças correm para a calçada para dar um high-five. “Nunca esperamos que as multidões reagissem assim”, disse Brian. "É algo especial."
De tudo o que faço, esta é a experiência mais divertida que já tive.
Os próprios carros são fáceis de identificar: cada um deles envelopado para se parecer com um veículo do Shriners Children's, semelhante aos dos comerciais. Esse nem sempre foi o plano – os patrocinadores locais costumavam cobrir os carros com seus próprios logotipos, mas Brian e o grupo decidiram que queriam que as pessoas reconhecessem primeiro as organizações Shriners. Isso custou-lhes dinheiro em patrocínios, mas tornou a missão mais clara, e alguns apoiadores estão felizes em ter seus nomes no trailer.
O que torna o grupo ainda mais significativo são as histórias por trás do volante. Um de seus membros mais jovens, com apenas 22 anos, foi paciente do Shriners Children's e agora ajuda a pintar e dirigir os carros do desfile. A maior parte da funilaria e dos reparos são feitos internamente, e o que antes custava mais de mil dólares, agora eles fazem por uma fração do preço, graças a um membro com talento para consertar qualquer coisa com motor.
A unidade cresceu para 11 carros – oito deles prontos para o percurso do desfile, com os outros em vários estágios de restauração e reparo. Sempre há um carro sendo trabalhado: funilaria aqui, troca de motor ali, solda ou pintura. O grupo é uma mistura de veteranos e novatos, cada pessoa trazendo suas próprias habilidades e histórias para o grupo. Eles até conquistaram os primeiros lugares na corrida de obstáculos do Shrine Motor Corps do ano passado, com um motorista de 80 anos levando uma das honras.

Membros do grupo Saladin Street Racers posam juntos.
A ligação de Brian com os Shriners vem da família. Depois de se casar com alguém de uma família Shriners, ele descobriu a história do avô de sua esposa – um homem que passou a aposentadoria levando jovens pacientes para o Shriners Children's, às vezes crianças que viajavam de lugares tão distantes quanto a Ucrânia e a Rússia após o desastre de Chernobyl. Essas histórias marcaram Brian e, hoje, ele se vê dando continuidade à tradição, às vezes desfilando pela cidade natal de seu falecido sogro apenas para fazer a avó sorrir.
Mas nem tudo é nostalgia. A melhor parte para Brian é a sensação de conexão – entre os Shriners, as pessoas, as famílias que eles ajudam e o legado que estão construindo.
"Para mim, é a combinação perfeita", disse Brian. “Eu consigo apoiar o Shriners Children’s, me divertir com a fraternidade e fazer parte de uma unidade que traz alegria às multidões e faz uma diferença real. De tudo o que faço, esta é a experiência mais divertida que já tive.”
E cada desfile, cada sorriso, cada aceno da calçada é a prova de que, para os Saladin Street Racers, as melhores corridas ainda estão por vir.
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